Se a sua equipe trabalha quase tudo no navegador e quer o menor custo de entrada com armazenamento farto, o Google Workspace Business Standard costuma ser a escolha natural. Se depende de Excel e Word instalados, recebe arquivos complexos do Office ou precisa que as caixas de e-mail fiquem armazenadas no Brasil, o Microsoft 365 tende a levar vantagem. O resto deste comparativo mostra os números por trás dessas tendências, com dados das páginas oficiais consultadas em outubro de 2026.

As duas são serviços SaaS: você paga por usuário, o fornecedor cuida da infraestrutura e os preços mudam com frequência. Confira sempre a página oficial antes de assinar.

Preços por plano em outubro de 2026

PlanoPreço por usuário/mêsO que define o plano
Google Workspace BaseR$ 20Até 20 pessoas, 20 GB por pessoa (em pool), Meet com até 100 participantes
Google Workspace Business StarterR$ 40,9030 GB por pessoa (em pool), Meet com até 100 participantes, Gemini limitado
Google Workspace Business StandardR$ 81,802 TB por pessoa, Meet com até 150 participantes, Gemini em Gmail, Docs, Planilhas, Meet e outros
Google Workspace Business PlusR$ 128,405 TB por pessoa, Meet com até 500 participantes, mais recursos de segurança
Microsoft 365 Business BasicR$ 33,40 (anual, sem impostos)Apps do Office só na web e no celular, Exchange, Teams, OneDrive
Microsoft 365 Business StandardUS$ 14 (preço global desde 1º/7/2026)Inclui Word, Excel, PowerPoint e Outlook instalados no computador
Microsoft 365 Business PremiumUS$ 22 (preço global)Standard + recursos avançados de segurança e proteção de informação

Os preços do Google foram lidos na página brasileira com a opção de contrato anual, que segundo o próprio Google economiza 16% em relação ao plano flexível. O preço do Business Basic em reais está na página oficial brasileira da Microsoft. Para Standard e Premium, a referência acima é a tabela global anunciada pela Microsoft em dezembro de 2025, que subiu o Basic de US$ 6 para US$ 7 e o Standard de US$ 12,50 para US$ 14 a partir de 1º de julho de 2026, mantendo o Premium em US$ 22. Os valores em real de Standard e Premium devem ser confirmados na página da Microsoft Brasil no momento da compra.

Uma conta rápida para 10 pessoas: o plano Base do Google sai por R$ 200 por mês, o Business Starter por R$ 409 e o Business Basic da Microsoft por R$ 334 mais impostos. Nos planos de entrada, a diferença está menos no preço e mais no que vem junto.

Diferenças que pesam no dia a dia

CritérioGoogle WorkspaceMicrosoft 365
Aplicativos instaladosNão tem equivalente ao Office de desktop; trabalho no navegador, com modo offlineDesktop só a partir do Business Standard; Basic é web e celular
Caixa de e-mailDivide a cota de armazenamento do plano100 GB na caixa principal nos planos Business, separada do OneDrive
Limite de usuáriosBase até 20 pessoas; Starter e Standard até 300; Enterprise sem mínimo nem máximoPlanos Business limitados a 300 licenças por organização
Planilhas pesadasGoogle Planilhas, forte em colaboração e Apps ScriptExcel, referência para modelos financeiros, Power Query e macros VBA
ReuniõesGoogle MeetMicrosoft Teams (há também versões de planos sem Teams)
IAGemini incluído, com mais recursos a partir do StandardCopilot; a Microsoft vende versões dos planos Business com Copilot por um preço maior
Low-codeAppSheet Core incluído na maioria dos planos pagosPower Apps e Power Automate com conectores padrão incluídos

A cota de e-mail merece atenção. No Google, o armazenamento é um pool da organização (20 GB por pessoa no Base, 30 GB no Starter) que atende e-mail e arquivos ao mesmo tempo; quem guarda anexos por anos esbarra no limite. No Microsoft 365, a caixa do Exchange tem 100 GB próprios nos planos Business, segundo a descrição de serviço da Microsoft, e os arquivos ficam no OneDrive.

Sobre automação e apps internos, as duas suítes já trazem ferramentas sem código. As diferenças entre elas estão em no-code e low-code.

Onde ficam os dados (e por que isso importa para a LGPD)

Este é o ponto em que as suítes mais se diferenciam para empresas brasileiras.

Microsoft 365: a documentação de residência de dados da Microsoft diz que, se o tenant for criado no Brasil, o conteúdo das caixas do Exchange Online (corpo dos e-mails, agenda e anexos) fica armazenado em repouso apenas no Brasil. O administrador confere a localização em Configurações > Configurações da organização > Perfil da organização > Local dos dados. Para compromissos mais amplos existe o complemento pago Advanced Data Residency.

Google Workspace: a escolha de região de dados está disponível a partir do Business Standard (e não no Starter). As opções listadas pelo Google são Estados Unidos, Europa ou sem preferência. Não há, na documentação consultada, uma opção de região Brasil.

Nenhuma das duas situações impede o uso pela LGPD. Transferir dados para fora do país é permitido com um mecanismo válido, como cláusulas-padrão contratuais aprovadas pela ANPD (Resolução CD/ANPD nº 19/2024). O que muda é o que o seu jurídico vai precisar analisar e o que você responde a clientes que perguntam onde os dados deles estão. As bases da lei estão em o que é a LGPD.

Qual escolher em cada caso

Se a sua empresa...Tende a escolher
Tem até 20 pessoas, trabalha no navegador e quer gastar poucoGoogle Base, Google Starter ou Microsoft Business Basic; decida pelo hábito da equipe e pelo armazenamento
Precisa de muito armazenamento por pessoa (fotos, vídeos, projetos)Google Business Standard (2 TB por pessoa)
Usa Excel avançado, macros ou arquivos Office complexos de clientesMicrosoft 365 Business Standard
Tem cliente ou contrato exigindo e-mails armazenados no BrasilMicrosoft 365 com tenant criado no Brasil
Já usa Windows com login corporativo e quer gerenciar os notebooksMicrosoft 365 Business Premium
Vive em Android e Chrome e quer administração simplesGoogle Workspace
Tem mais de 300 usuáriosPlanos Enterprise de qualquer uma das duas

Usar as duas ao mesmo tempo também é comum: e-mail e agenda numa suíte e licenças avulsas de Excel para quem precisa. Só some o custo das duas antes de decidir.

Antes de migrar: cinco testes com dados reais

  1. Abra no Google Docs e Planilhas os cinco arquivos Office mais complexos da empresa (com macros, tabelas dinâmicas, formatação pesada) e veja o que quebra.
  2. Meça o tamanho atual das caixas de e-mail e das pastas de cada pessoa e compare com a cota do plano.
  3. Faça uma reunião com o número máximo de participantes que vocês costumam ter.
  4. Ative a verificação em duas etapas obrigatória para todos no período de teste. O passo a passo está em autenticação de dois fatores.
  5. Teste a exportação: no Google, a ferramenta de exportação de dados do administrador exige conta com pelo menos 30 dias e pode levar até 14 dias para concluir.

O roteiro completo de avaliação, com matriz de pontuação e contrato, está em como escolher software para empresa.

Perguntas frequentes

O Business Basic da Microsoft tem Word e Excel?

Tem, mas só na versão web e nos aplicativos para celular. A descrição de serviço da Microsoft indica que os aplicativos de desktop do Microsoft 365 entram a partir do Business Standard.

Posso usar meu domínio próprio de e-mail nas duas?

Sim. Os planos Business das duas suítes funcionam com o domínio da empresa (por exemplo, contato@suaempresa.com.br). A configuração envolve alterar registros DNS do domínio, e o assistente de cada fornecedor mostra quais.

A IA vem incluída ou é paga à parte?

No Google, o Gemini aparece incluído em todos os planos Business na página de preços, com recursos limitados no Starter e ampliados a partir do Standard. Na Microsoft, há versões dos planos Business vendidas com Copilot por um valor maior. Verifique também o que o administrador pode desligar e como os dados são tratados; os cuidados estão em como usar IA no trabalho.

Dá para pagar mês a mês, sem fidelidade?

No Google, existe o plano flexível, mais caro que o anual (a página indica economia de 16% no contrato de um ano). Na Microsoft, os preços em destaque são para assinatura anual; o pagamento mensal sem compromisso anual costuma ter valor diferente e deve ser conferido na hora da compra.

Fontes